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Porque inovar é um ministério


Publicado em 14.11.2008

Grandes inovações surgem não somente para superar uma dificuldade, mas geralmente são criadas a partir dela. A história e a Bíblia nos mostram que, durante os séculos, o Cristianismo institucionalizado tem sido confrontado com novos desafios todos os dias que, na maioria das vezes, são vencidos com mudanças.

Logo após a ascensão de Jesus, encontramos os discípulos com uma grande dificuldade a ser vencida: sem a presença do Mestre, que continuamente lhes ensinava lições práticas e os instruía como agir, eram eles agora que deveriam dar conta de estabelecer os fundamentos da Igreja do Senhor. Como fazer isso?

O livro de Atos, onde lemos essa história, também registra uma das maiores inovações tecnológicas da Bíblia. A descida do Espírito Santo deu um upgrade no relacionamento com o Pai. Os discípulos passaram a ter acesso a todas as pessoas da Trindade, com direito a respostas personalizadas para suas indagações. Afinal, o Espírito Santo passou a habitar dentro de cada um deles.

Para nós, que hoje congregamos em igrejas, falar que somos habitação do Espírito Santo é algo relativamente normal. Mas, naquela época, quando não existiam meios de comunicação instantâneos e a presença física era a garantia de veracidade, imagine as dificuldades – até mesmo dúvidas pessoais – que Pedro, Tiago, João e companhia tiveram que enfrentar.

Dilema atualizado

O tech way of life dos dias atuais pode assustar os ministros evangélicos. Afinal, como lidar com audiências virtuais - cada vez maiores - que buscam informações atualizadas continuamente, tem na imagem sua principal referência de informação e exigem o direito à interatividade?

Não se trata de mudar a mensagem da cruz. Mesmo porque a Palavra de Deus e Seus princípios nunca mudam. O que pode – e deve - mudar são as formas de apresentá-los. A Igreja do Senhor não deve se abster de usar as novas tecnologias para obter um nível de influência muito maior do que já possui.

Da educação para os negócios, do entretenimento para a política, novos valores estão evoluindo fora de seus contextos e sendo absorvidos por outros, construindo novos paradigmas de ordem, de comportamento e de valores. E nós? Ficaremos seguros/isolados em nossas tradições?

Os crentes do Novo Testamento já descobriram, naquela época, que só ir a igreja não bastava. Eles passaram a se encontrar todos os dias fora do templo, nas casas, para se sentirem conectados uns aos outros.

Paulo também percebeu que a distância era um limitador para a edificação da igreja e rompeu com ela. Através das suas epístolas – que viajavam por quilômetros e quilômetros para serem entregues – ele exortava igrejas, fortalecia seus discípulos e estabelecia comportamentos que eram agradáveis ao Senhor. É o primeiro pastoreio à distância – sem Internet – que se tem notícia. E melhor: com frutos.

Igreja 2.0

Embora a Web Semântica já esteja estourando por aí, as ferramentas wikis, que permitem a colaboração em grupo, devem ser a base do púlpito das igrejas que querem inovar. Esqueça seu site com visão e missão, horários de cultos e programação. As pessoas querem participar, querem ser ouvidas e também ouvir o que as outras têm para falar.

Imagine uma comunidade oficial para os jovens da Igreja no Orkut. Quantos sinais e dicas daqueles que precisam de ajuda você conseguiria pegar através dos recados postados ali? E ainda: quantos adolescentes e jovens não gostariam de fazer parte de uma igreja dessas?

Quantos testemunhos não são dados no púlpito porque o horário do culto é apertado? Experimente gravá-los em áudio ou vídeo e disponibiliza-los no site da igreja. Não só os membros, mas pessoas de todas as parte do mundo poderão ser abençoadas. Para que esperar as reuniões para recolher os pedidos de oração do povo? Recolha-os 24 horas através de um formulário padrão via e-mail. A igreja é muito numerosa e os membros não conseguem se comunicar com o pastor principal? É hora – aliás, já passou – do pastor ter um blog para fortalecer a visão da Igreja e sentir o pulso do povo através dos recados que eles deixarão. E olha que não serão poucos.

Não dá pra deixar de falar da transmissão online de cultos e de aulas, que já é uma realidade em muitas igrejas, mas ainda precisa ser muito aprimorada. Em primeiro lugar, contrate profissionais – diretor de fotografia, por exemplo, para fazer um projeto de iluminação que torne o culto exibível. Dê treinamento aos câmeras e evite movimentos e sensações indesejadas da audiência.

Rádios via Web são um tesouro pouco explorado que podem, a curto e médio prazo, trazer novos membros para a Igreja. Aliás, você sabia que 85% das pessoas que vão conhecer uma igreja nos Estados Unidos visitam antes o site dessa igreja?

Como?

Pastores já são muito ocupados em buscar a Deus e repassar Sua direção ao povo. A resposta para expandir um Igreja 2.0 com base tecnológica é a criação de um Ministério de Mídia. É esse ministério que será responsável por trabalhar junto ao pastor (ou aos pastores) para verificar a possibilidade de inclusão de softwares, vídeos e web no dia-a-dia da Igreja.

Há igrejas e organizações que já incorporaram em seus quadros ministeriais a terminologia do "ministro de mídia". Para começar, esqueça aquele conversa do "filho da irmã Gertrudes que sabe mexer com computador". Tem de ser gente especializada, que traga unidade à comunicação da Igreja como um todo. Provavelmente uma pessoa será pouco. E, sim, você terá de aumentar a folha de pagamento da Igreja.

As pessoas escolhidas para trabalhar nesse Ministério devem ser 100% identificadas com a visão da Igreja, fiéis aos pastores, conhecedoras da Palavra, com muita disposição para trabalhar, criativas, madrugadoras e, acima de tudo, devem amar servir nessa nova frente.

Quer iniciar um mergulho nessa nova dimensão tecno-espiritual? Então, para começar, experimente acessar:

www.collidemagazine.com  
http://thedigitalsanctuary.org
www.worshiphousemedia.com
http://church20.blogspot.com 
http://faithvisuals.com

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Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

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Título do artigo: Porque inovar é um ministério
Autor: José Granado Garcia Filho

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