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Informatizar na igreja requer cuidados e bom senso


Publicado em 07.04.2015

Vivemos a era da tecnologia da informação.  Equipamentos avançados fazem parte de nosso cotidiano e não causam mais o espanto que causavam a alguns anos. Da mesma forma, as igrejas também se beneficiam da tecnologia.

O computador é algo comum, trivial, um equipamento integrante da secretaria das maiorias das igrejas. O trabalho de organizar as fichas de membros, por exemplo, antes exaustiva e enfadonha, é hoje facilitada com aplicativos desenvolvidos para esse fim.  Precisa-se de uma relação dos membros por idade, bairro de moradia ou escolaridade? Em segundos o temos em mãos com a ajuda dos computadores. Letras de hinos, cânticos e partituras podem ser baixados da internet, facilitando o trabalho do ministro de música e sua equipe.

No entanto, a tecnologia é algo cujo uso requer bom senso.

A tecnologia deve ser usada sem receio nas rotinas que ela pode facilitar e impulsionar. Em outras, ela pode atrapalhar mais do que ajudar. Como se diz na área de TI: "informatiza-se a desorganização".  Como profissional de TI com mais de 25 anos de experiência, repasso algumas orientações baseado na minha experiência profissional e pelo que tenho visto em mais de 30 anos de igreja.

Ajuda profissional 

Primeiro, tenha sabedoria na compra dos equipamentos, sejam eles computadores, equipamentos de rede, som, luz, segurança, projeção, etc. Por se tratar de uma área técnica, o apoio de alguém conhecedor do assunto é valioso. Em alguns casos, imprescindível.
Já vi igreja que adquiriu um servidor de dados, um equipamento caro e sem a menor utilidade para ela, simplesmente porque foram à loja e pediram "o melhor". Ou compraram um roteador de mais de mil reais para propagar o sinal de WI-FI quando bastaria ter comprado algo dez vezes mais barato. Um conhecedor da área pode avaliar as reais necessidades da igreja e orientar sobre a melhor compra, observando o potencial financeiro da igreja. O que é top de linha hoje pode ficar extremamente defasado em um ano, mas no contexto de igreja nem sempre existe a necessidade de equipamentos na vanguarda.

Relação custo-benefício

Segundo, evite gastos desnecessários, seja sensato ao usar os recursos da igreja. O caminho para isso é avaliar as necessidades e procurar a melhor relação custo-benefício. Por exemplo, via de regra, computadores para secretarias de igreja não necessitam de grande poder de processamento nem recursos como placas de vídeo de alta performance. Corre-se o risco de gastar alto nesses dispositivos e abrir mão de um disco de armazenamento externo, algo muito recomendável para guarda dos dados. Ou então, esgotar-se a verba sem a aquisição de um bom software antivírus, que pode levar a perda de todos os dados do micro.

Dependendo do porte da igreja, ela pode ter vários computadores (secretaria, gabinete pastoral, gabinetes dos ministros, projeção, etc) ou pode comprar um notebook para uso compartilhado. A compra de um notebook pode ser uma boa opção, pois pode ser usado pelo pastor em seu gabinete, por um professor na sala de aula da EBD ou conectado a um projetor para uma palestra. É oportuno lembrar que, embora seja versátil, o notebook requer maior cuidado no manuseio, é frágil, sendo inferior aos desktops na mesma faixa de preço.

Segurança

Terceiro, cuidados com a segurança.
O sistema operacional Windows, o mais utilizado hoje e que muito provavelmente equipa os computadores de sua igreja, possui recursos de segurança que devem ser usados. Uma atitude recomendável é criar uma conta para cada usuário, cada uma com sua senha de acesso individual.

Em alguns casos, o uso de contas genéricas deve ser evitado. Se o departamento de finanças possui cinco componentes, crie cinco contas de usuário mas todos pertencendo a um grupo chamado Finanças. Outra providência importante é restringir os direitos administrativos dos usuários. Isso evita, por exemplo, que se instalem jogos e softwares não autorizados.

Facilidades 

Quarto, explore as facilidades. Hoje guardar os dados em servidores externos é um recurso que pode agilizar em muito a troca de informações na igreja. O chamado "armazenamento na nuvem" é algo barato, prático e serve, por exemplo, para os líderes compartilhem documentos e informações uns com os outros.

Detalhe: esses dados podem ser acessados em computadores pessoais, tablets, notebooks e smartphones em suas casas ou trabalho. Quem já precisou com urgência de um relatório e pôde acessá-lo a partir de um smartphone, dentro de um ônibus, sabe o que estou falando.

Outra facilidade é o uso das redes sociais,como Facebook, Twitter e Whatsapp.
São imbatíveis como ferramentas de divulgação de eventos, avisos e permitam interação instantânea, mas seu manuseio requer alguns cuidados básicos.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

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Título do artigo: Informatizar na igreja requer cuidados e bom senso
Autor: Washington Fazolato Barbosa

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