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Discípulos em meio à tentação


Publicado em 07.03.2017
Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e foi conduzido pelo Espírito no deserto, onde foi tentado pelo diabo durante quarenta dias.
Não comeu nada durante todo esse tempo, e teve fome (Lucas 4.1-2 - NVT).

As tentações são indesejáveis, mas necessárias. Elas depuram, aperfeiçoam e nos amadurecem. Elas expõem nossas vulnerabilidades, tornando-nos humildes dependentes da graça de Deus. Elas mostram o que está na raiz do coração e revelam a quem amamos (Dt 8.2; 13.3). Uma vez vencidas, produzem perseverança e nos conduzem para sermos perfeitos e íntegros, em nada deficientes (Tg 1.2-4). Assim aconteceu com Jesus no início de sua caminhada ministerial para nos ensinar, como seus discípulos, o caminho da vitória quando estamos debaixo dessa pressão do inferno.

1) A vitória vem da consciência de quem somos. 

O diabo começou seu ataque provocando: se você é Filho de Deus (v.3a). O desafio tem a intenção de produzir dúvida, desconfiança e insegurança a respeito da filiação de Jesus. Além disso, a expressão "se" também traz o sentido de "uma vez que é Filho de Deus" faça isso (transforme pedras em pães) ou aquilo (salte do ponto mais alto do templo, dê ordens aos anjos). A provocação tem, também, a intenção de produzir orgulho e autonomia. Mas, Jesus tanto sabia do grande amor do Pai por ele, quanto do seu grande amor pelo Pai. Não precisava duvidar, nem provocar. Não precisava provar nada, nem ser provado. Estava sereno e tranquilo em seu coração sobre sua real identidade como Filho amado (Lc 3.22), assim como não usurpou o fato de ser igual a Deus (Fp 2.6). O diabo sempre procurará provocar dúvida ou orgulho em nosso coração sobre quem somos aos olhos do Pai e aos nossos próprios olhos. Daí nasce a pergunta: Quem você pensa que é?

2) A vitória vem da consciência de nossas vulnerabilidades

Jesus foi tentado em três diferentes dimensões: tentação pelo confronto ao apetite físico (fome), ao desejo que vem através do que se vê (diante de todos os reinos do mundo), ao apelo por dominação (salte e o Senhor dará ordens a seu respeito); tentação no nível do corpo (fome diante de si), da alma (vaidade diante dos outros) e do espírito (domínio diante de Deus); tentação de dar ordens à natureza (pedras em pães), aos reinos do mundo (tudo será seu) e ao próprio Deus (salte e o Senhor dará ordens a seu respeito); tentação da concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida (1 Jo 2.16). Assim como o primeiro filho de Deus (Lc 3.38) foi tentado no Éden (Gn 3.1-7) no desejo intenso por prazer físico (comam, pois não morrerão), desejo intenso por tudo o que se vê (seus olhos se abrirão) e orgulho das realizações e bens (serão como Deus), o último Adão (1 Co 15.45) - Jesus - passou por todo o tipo de tentação nas três dimensões, porém sem pecado (Hb 4.15). O diabo sempre procurará fraquezas nas diferentes dimensões de nossa vida. Daí nasce a pergunta: Quais são suas maiores vulnerabilidades?

3) A vitória vem da consciência de nossas armas. 

Jesus tinha ficado quarenta dias em jejum. Parecia fraco, mas estava forte como nunca. Nada fortalece mais do que a comunhão íntima com o Pai. Além de seu tempo de oração na presença do Pai, Jesus respondeu toda a tentação com a poderosa Palavra de Deus. Estava na ponta de sua língua. Estava no fundo do seu coração. De fato, como disse o apóstolo Paulo, embora sejamos humanos, usamos as armas poderosas de Deus para derrubar as fortalezas do raciocínio humano e acabar com os falsos argumentos. Destruímos todas as opiniões arrogantes que impedem as pessoas de conhecer a Deus. Levamos cativo todo pensamento rebelde e o ensinamos a obedecer a Cristo (2 Co 10.3-5 - NVT). É bom lembrar que Deus nunca permite tentações além das nossas forças (1 Co 10.13). Ou seja, existe a real possibilidade de obtermos total vitória sobre a tentação. Podemos resistir ao diabo na certeza de que ele fugirá de nós (Tg 4.7). Além disso, como Jesus passou pelas lutas intensas, ele se compadece (Hb 4.15) e intercede por nós (Hb 9.24). Daí nasce a pergunta: Como você tem usado as armas espirituais disponibilizadas pelo Senhor?

A narrativa de Lucas encerra dizendo que quando o diabo terminou de tentar Jesus, deixou-o até que surgisse outra oportunidade (v.13). Ou seja, o inimigo perdeu, mas não desistiria. Assim também acontece com nossa vida (1 Pe 5.8). Como Cristo, e somente em Cristo, podemos vencer plenamente a provação. Jesus passou pelo que passou para conduzir seus discípulos à completa vitória sobre todo o tipo de tentação, para uma vida de santidade, liberdade, alegria e paz.

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Título do artigo: Discípulos em meio à tentação
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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