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Deleita-te no amor do Pai


Publicado em 09.06.2017
"Quem é você?" - Perguntaram ao pescador. "Eu sou o discípulo a quem Jesus ama!" - Respondeu convictamente.

Parece um tom arrogante e presunçoso. Teria sido vaidoso? Pretencioso? Altivo? O olhar mais atento, contudo, percebe que a expressão é pontual. Não disse: "O discípulo a quem Jesus mais amava". Nem disse: "O único discípulo a quem Jesus amava". Não se tratava do mais amado, nem do único amado, mas traduzia como João percebia ser visto por Jesus. Em outras palavras: João passou a enxergar-se, referir-se, anunciar-se, descrever-se como era visto aos olhos de Jesus: o discípulo a quem Jesus amava (João 13.23; 19.26; 20.2; 21.7, 20). Qualquer outro poderia usar da mesma titulação sobre si mesmo. Após muitos anos percebendo esse grande amor, o apóstolo João chegou à conclusão sumária de que o Pai nos amou primeiro, por isso amamos.

O amor do Pai vem primeiro. Isso implica dizer que nada houve em nós para atrair esse amor. Amor sem contrapartida (1 Jo 4.10) e imerecido (Lc 23.41). Amor que nos encontrou em pecado (Rm 5.8; Ef 2.1, 5; Cl 2.13). Amor voluntário de quem escolheu nos amar (Jo 15.16). Amor rico em misericórdia (Ef 2.4), intenso e de tal maneira (Jo 3.16; 1 Jo 4.9). Amor de dar a vida (Jo 15.13; 1 Jo 3.16) e de verter o sangue (Ap 1.5). Amor que jamais nos lançará fora (Jo 6.37) e não deixará ninguém nos arrebatar de suas mãos (Jo 10.28). Amor eterno (Je 31.3), desde o princípio (2 Ts 2.13), até o fim (Jo 13.1). Amor que excede o entendimento (Ef 3.19). Amor que é o vínculo da perfeição (Cl 3.14) e nos torna ricos (2 Co 8.9).

Amor que lança fora todo medo (1 Jo 4.18). Amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba (1 Co 13.4-8). Amor que nos constrange (2 Co 5.14) e é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo (Rm 5.5). A.W. Tozer disse: "assim como nada em nós pode ganhar o amor de Deus, nada no universo poderá impedir que ele nos ame". Por isso, nada, absolutamente, poderá nos separar desse amor (Rm 8.35, 38, 39). O amor que o Pai tem pelo Filho é o mesmo que tem por nós: o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja (Jo 17.26). O amor declarado do Pai "Tu és o meu Filho amado em quem tenho grande prazer" (Mc 1.11) veio antes de qualquer trabalho feito pelo Filho. Assim o amor do Pai por nós vem primeiro.

O amor do Pai é transformador. O apóstolo do amor compreendeu que, porque ele nos amou primeiro, nós amamos. Justamente ele que era explosivo (Mc 3.17), ambicioso (Mc 10.37), intolerante (Lc 9.49) e vingativo (Lc 9.54). Viu? Há esperança para nós!! Mas, porque João percebeu o amor de Cristo, nasceu nele um novo olhar de amor a Deus, para si mesmo e ao outro. A Deus em primeiro lugar. A si mesmo de maneira equilibrada. Ao outro, do jeito que Jesus enxerga as pessoas. O amor do Pai o transformou no apóstolo do amor. O amor do Pai nos liberta para amar. Seu amor nos inspira a amar. Seu amor nos faz andar em amor. O maior dos mandamentos (Mc 12.28-31) só pode ser cumprido porque ele me amou primeiro. Só ama quem é amado, e quem percebe o quanto é amado por Deus terá sua vida transformada para andar em amor para todo sempre.

Toda diferença para nossa vida está no quanto Deus nos ama e não no quanto amamos a Deus. Muitos de nós conseguem enxergar a Cristo, mas poucos são os que enxergam com seus olhos. Os que enxergam com seus olhos, como o apóstolo João, podem declarar: Eu sou discípulo a quem Jesus ama! Seu respeito próprio aumentará, pois ele respeita você sensivelmente. Seu senso de significação crescerá, pois você faz falta para ele. Sua estima será curada de todo tipo de trauma, pois ele o estima a ponto de ter morrido por você. A grande virada na vida ocorre não quando percebemos que amamos a Deus, mas quando percebemos e aceitamos completamente que Deus nos ama incondicionalmente.

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Título do artigo: Deleita-te no amor do Pai
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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