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Ser pastor hoje


Publicado em 29.09.2009
Um dos perigos constantes a que um pastor está exposto  é o de perder o foco de sua verdadeira missão. O autor Linus Morris escreve:

A maior dificuldade que a  liderança pastoral enfrenta é definir seu papel. O pastor deve ser profeta, mestre, homem de recursos, capacitador, especialista religioso, pregador, conselheiro, terapeuta, executivo, facilitador, líder, treinador, administrador, guia espiritual, ativista social – ou todas essas coisas? Geralmente se espera que os pastores sejam ‘onicompetentes’ e onipresentes.” (A igreja de alto impacto, Mundo Cristão, p. 326).

O pior é quando o próprio pastor acredita nisso.

É vital que o pastor tenha muito claramente diante de si o entendimento para o que ele foi  realmente chamado. Existem chamados específicos para cada servo pastoral, mas existem os princípios fundamentais do próprio ministério e é nisso que desejo me ater neste artigo.

Creio que o resgate dessa visão passa pelo entendimento de que sempre seremos vice-pastores do supremo pastor Jesus. Ele é o nosso paradigma maior: as ovelhas são dele e não nossas, e sendo Ele o sumo pastor temos de olhar para ele e encontrarmos nele a essência do ser pastor. Todo ensino que orienta o ministério pastoral na Bíblia está ligado com a pessoa de Jesus. Assim sendo, penso que existem três aspectos do pastor Jesus que sempre servirão de fundamento para a construção de nosso ministério pastoral, como seus subpastores.

Seu caráter pastoral.  Sua santidade, seu compromisso com as prioridades do Pai e a manutenção de princípios inegociáveis. Ele não aceitou ser feito rei, não negociou com o diabo, não buscou atalhos errados, não abusou de sua liderança e autoridade. Seu caráter era coerente e a sua vida expressava sua mensagem. O modelo supremo para nós, pastores de hoje.

Seu amor pastoral.  Sem amor não há ministério pastoral bíblico. Ele contemplava as ovelhas não como o açougueiro, mas como o verdadeiro pastor, daí a expressão grega “poimen” (pastor) trazer a imagem do cuidado pastoral em seu amplo aspecto como aquele que alimenta, resgata, consola, cuida, guia, vigia, protege e corrige as ovelhas. Ser pastor sem amor nos transforma em enganadores, mercadores, manipuladores e salteadores do rebanho. Jesus nos ensina a amar as ovelhas.

Sua ação pastoral. Ao olharmos para Jesus numa perspectiva pastoral, notaremos a manutenção de uma vida interior coerente. Ele se mantinha equilibrado interiormente (uma profunda comunhão com o Pai, amizades cultivadas, momentos de descanso, ouvir pessoas, expor seu pensamento verdadeiro sem preocupação de agradar e ser popular, etc.). Uma vida “mundanamente” equilibrada mesmo em constante contato com o povo em suas reais necessidades. Ele não se colocava em uma torre de marfim eclesiástica, mas sujava seus pés para caminhar com o povo. Ele rompeu barreiras para ir ao encontro das ovelhas, por isso sua ação pastoral era relevante.
Temos de ter cuidado para não pautarmos a nossa missão pastoral pelos critérios nocivos que igualam o pastor a uma figura moderna de um empresário, um empreendedor, um guru ou coisas semelhantes, a missão pastoral é única, podemos receber insights de várias áreas, mas jamais podemos perder de vista a fundamentação bíblica para nossa missão pastoral.

Se seguirmos fielmente nosso sumo pastor, à luz do seu caráter, marcados pelo seu amor e imitarmos sua ação seremos pastores relevantes em qualquer época e lugar da história. A Igreja e o mundo precisam de pastores assim. Deus vai usar estes pastores para cumprir seu maravilhoso plano na terra, de edificação de sua amada igreja, formada pelas suas próprias ovelhas e manifestação da Sua glória.
Um dia prestaremos contas ao nosso sumo pastor de como cuidamos de suas ovelhas. Que este dia seja de grande alegria, glória e louvor, e não de vergonha e tristeza (conforme Hebreus 13.17a).

Concluo com duas poderosas afirmações de dois pastores, um do século XVII e outro do século I, respectivamente: 

O fim principal da nossa supervisão pastoral deve estar ligado ao supremo propósito de nossa vida. Esse propósito é agradar e glorificar a Deus.” Richard Baxter – O Pastor Aprovado, Ed. PES.

pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho. Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.” 1 Pedro 5.2-4 NVI.

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Título do artigo: Ser pastor hoje
Autor: Ednilson Correia de Abreu

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