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Intepridez: uma questão de atitude e amor


Publicado em 17.05.2016

A timidez e o medo, em dose nociva, prejudicarão o gerador destes atos e aqueles que o circundam. Na carta a Timóteo, Paulo orienta seu liderado a agir com intrepidez: "Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria." II Timóteo. 1.7.

Se buscarmos na história da humanidade e nas narrativas bíblicas, encontraremos inúmeros personagens que agiram com intrepidez, e por conseguinte, favoreceram muitas vítimas das garras da injustiça e descaso, vejamos: Davi, derrubando um gigante que ninguém ousou enfrentar, por amor de seu povo; Ester, uma ousada e sábia mulher, rompendo os paradigmas de um palácio, por amor de sua linhagem; Paulo, transpondo as barreiras de uma hipócrita religiosidade, promovendo o evangelho em prol de todas as raças e povos; Jesus destituindo-se de todas suas prerrogativas celestiais por amor da salvação dos homens.

Poderíamos ainda citar outros personagens singulares da história humana, como: Robert Raikes, o precursor da nossa famosa Escola Bíblica Dominical - EBD, que preocupado com a ociosidade das crianças aos domingos, obteve como "objetivo principal alfabetizar e ministrar aulas de religião, com o propósito de reformar a sociedade, modificando-lhes o caráter através dos ensinamentos bíblicos"; Abraham Lincoln, abraçando o pleito contra a nefasta cultura da escravatura racial; e Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks, "ficou famosa, em 1º de dezembro de 1955, por ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no ônibus a um branco, tornando-se o estopim do movimento que foi denominado boicote aos ônibus de Montgomery e posteriormente viria a marcar o início da luta antissegregacionista", onde seu contemporâneo era nada mais nada menos que, o Pastor Martin Luter King, outro bravo guerreiro antissegregacionista que, literalmente, assim como Jesus e muitos outros, morreu por um revolucionário e intrépido propósito de vida.

O que estes homens e mulheres, em suas respectivas épocas, tinham em comum? Quais eram suas motivações? Estas intrépidas figuras, simplesmente, duvidavam da funesta cultura, taxadas de "normais" e/ou "naturais", nas quais estavam inseridos. Suspeitavam sem desrespeitar; discordavam sem insolência em suas palavras; tinham absoluta convicção que as diferenças necessitavam de amparo; mesmo em épocas diferentes, batalharam pelo mesmo objetivo, igualdade de direitos e deveres.

Esses homens e mulheres demonstraram, com ímpar ousadia e vivacidade, que estamos no mundo para promover o bem estar uns dos outros, ao contrário do posicionamento equivocado de muitos membros da atual sociedade; pessoas que insistem em promover seus mesquinhos e particulares desejos, não importando as consequências de seus atos; asfixiam as opiniões divergentes das suas; implementam o caos em nome de sua pseudo racionalidade; imprimem, como um déspota, seus pontos de vistas no próximo.

Nossa concepção de mundo, beleza, harmonia, ordem e organização, consistem em servirmos uns aos outros e não sermos servidos, em quantidade preocupante, muitos acreditam que o sucesso, em sua gama de escalas, limita-se no número de privilégios e regalias adquiridos, além de pessoas "inferiores" à sua posição, os servindo diariamente. Infelizmente, esquecemos a essência da felicidade explicitada na filosofia de vida de Jesus: "Jesus os chamou e disse: Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". Marcos 10:42-45.

De forma alguma devemos esperar a "comunidade ideal para agirmos", como diz o filosofo e professor Clóvis de Barros Filho: "A ética é a inteligência compartilhada a serviço do aperfeiçoamento da convivência com todas as condições materiais que são as nossas. Se formos esperar uma sociedade ideal para que a ética possa existir, é possível que ela não venha a existir nunca".

A finalidade de nossas ações não deve deter-se numa possível mudança do mundo, e sim, naquela do mundo não moldar nossos salubres propósitos de vida. Esses valorosos personagens da existência, frutificaram com intrepidez em meio à crise social. Sejamos corajosos e efetuemos proezas de impactos perenes!

Michael Josephson, ex-professor de direito e advogado, disse: "Pessoas de caráter fazem a coisa certa não porque elas acham que isso irá mudar o mundo, mas porque elas se recusam a serem mudadas pelo mundo".

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Título do artigo: Intepridez: uma questão de atitude e amor
Autor: Tarsis Roberto Borges Cardoso

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