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A justificação pela fé


Publicado em 22.11.2016

Eu trabalho há cerca de cinco anos como Oficial de Justiça em uma vara criminal. É uma vara comum, onde não há processos de crimes dolosos contra a vida, estes são de especialidade do Tribunal do Júri. Neste ano, fui escalado para acompanhar um júri, pois estava havendo um mutirão para cumprir metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça, onde foi realizado um grande número de julgamentos. Apesar de já ter assistido a algumas sessões de julgamento como estudante de graduação, este, que passo a relatar a vocês, foi para mim um júri diferente.

Sentado no banco dos réus, esperando a sua sentença, estava um homem de trinta anos que havia sido denunciado por homicídio qualificado pela utilização de meio cruel.  Ele estava em um relacionamento afetivo com uma mulher que acabara de se separar do ex-marido bastante agressivo. Antes da separação, ela já o havia denunciado várias vezes por agressões e ameaças. Ele não aceitava a separação e vivia ameaçando a mulher. 

Na ocasião dos fatos, o ex-marido inconformado foi até a casa da mulher, drogado, e começou a gritar e a bater no portão, que se encontrava trancado. A mulher foi até o portão, com seu filho de apenas seis meses no colo, pedir para ele ir embora, pois não queria confusão. Ele pulou o portão, empurrou ela e o bebê no chão, e foi em direção ao namorado, que estava vindo em sua direção, portando uma faca de cozinha na mão, pedindo para ele ir embora, pois também não queria confusão. Não adiantou, ele partiu para a agressão. Os dois entraram em luta corporal, o que acabou resultando na morte do agressor, o ex-marido, por facadas. O réu fugiu do flagrante e posteriormente se apresentou à Polícia, para responder por seus atos. Cinco anos depois, iniciou-se o seu julgamento, que é este, do qual participava.

Condenado ou Absolvido

Foram ouvidas as testemunhas e o réu foi interrogado. Após isto o Promotor de Justiça fez suas considerações que, por entender que o réu agiu em legítima defesa, pediu aos jurados a sua absolvição. Neste momento, olhei para o acusado, que se encontrava bastante apreensivo até então, e pude perceber uma sensação de alívio, ele estava segurando-se para não chorar. Mas ainda não era a decisão final, faltava a decisão do Conselho de Sentença, formado pelos sete jurados que ouviam atentamente todas as considerações.

As palavras do Promotor de Justiça facilitaram o trabalho do advogado de defesa, que não teve muito mais a dizer e também pediu a absolvição do réu, por legítima defesa. Bem, o que me chamou a atenção neste julgamento foram as palavras do Promotor. Ele explicou aos jurados, em termos técnicos, que havia ocorrido um crime, a materialidade estava comprovada, a autoria era certa, bem como o réu havia confessado, no entanto, havia uma causa excludente de ilicitude, que era a legítima defesa, portanto o réu deveria ser absolvido, pois estava justificado.

Neste momento, creio que meus olhos brilharam, e ouvi uma voz lá no meu coração: "Hei, foi isto o que Eu fiz por você! Eu te entreguei meu único filho para morrer em teu lugar! Eu provo o meu amor por você, por ter da dado Jesus para morrer na cruz por você, sendo você ainda pecador (Romanos 5:8). Porque eu amei o mundo (isto inclui você!), de tal maneira, que entreguei o meu filho unigênito, para todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16). Basta você crer e você será justificado! Estará livre de toda a condenação do pecado!"

Através deste julgamento, pude compreender o que é a justificação pela fé. Não há nada que possamos fazer para merecermos a salvação. O apóstolo Paulo escrevendo aos efésios nos diz: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2: 8 e 9). Este é o amor de Deus, é isto o que Ele fez por nós! É tudo pela graça, basta apenas termos fé.

Voltando ao julgamento, após o Promotor de Justiça e o Advogado de Defesa terem feito as suas considerações, passou-se para a votação pelo Conselho de Sentença. O réu foi absolvido pelos jurados. Enfim, estava livre do peso que carregava em suas costas por cerca de cinco anos. Novamente olhei para ele e ele buscava o olhar de sua irmã, que estava sentada no fundo da sala. Eu quase podia ouvir a sua alma a dizer: "Eu estou livre! Eu fui justificado! Nenhuma condenação há sobre mim!".

Pude então perceber o que ocorreu comigo algum tempo atrás, quando entreguei a minha vida a Jesus, reconhecendo o seu sacrifício na cruz. O peso do pecado que eu carregara por muitos anos já não estava mais sobre os meus ombros. Hoje eu posso levantar a minha voz e dizer: "Eu estou livre! Eu fui justificado! Nenhuma condenação há sobre mim!".

Você também pode ser livre. O vazio que existe dentro de você só poderá ser preenchido por Jesus. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e tudo Ele fará por ti (Salmos 37:5). Basta você crer. Jesus nos disse: "Todo aquele que me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante de meu Pai que está no céu" (Mateus 10: 32). O evangelista João diz que todo aquele que receber a Jesus, crendo em Seu nome, Ele nos dá o direito de sermos chamados Filhos de Deus (João 1:12). Este é o único caminho. Jesus nos diz: "Vinde a mim todos os que estão cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mateus 11: 28 a 30).

Não perca tempo, "lança o teu fardo sobre o Senhor, e Ele te susterá" (Salmos 55: 22a).
Creia em Jesus e você será justificado!

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Título do artigo: A justificação pela fé
Autor: Rafael Augusto de Carvalho

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