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Faça perguntas!


Publicado em 10.08.2007

O incidente descrito em Atos 5 com Ananias e Safira nos mostra que a igreja primitiva não estava livre de problemas internos. Lucas não procura atenuar a situação, mas conta o acontecimento com cores negras. O casal entra em acordo para demonstrar uma falsa espiritualidade: pretendem passar por generosos e altruístas. Sua decisão está baseada na sincera experiência de Barnabé e desejam ansiosamente receber reconhecimento popular e serem ovacionados como modelos a serem seguidos.

A expressão “reteve parte” (v. 2) significa fraude e desvio. O casal mostrou desprezo por Deus, a vaidade e a ambição dos pecadores e uma total desconsideração da corrupção que eles estavam trazendo à sociedade. Eles pensaram mais na exibição que estavam fazendo aos pés dos apóstolos do que no pecado perante os olhos de Deus. Mas o que nos interessa no momento é a posição que a liderança adotou diante do fato.

 O relatório não expressa a forma como Pedro e os demais tomaram ciência do ato de hipocrisia. Teria sido uma denúncia? Um conhecimento perspicaz do mercado imobiliário da época e a simples conferência dos valores doados? Uma revelação do Espírito Santo? Não importa. O que importa é que souberam do pecado e reagiram aos fatos.

Pedro apenas faz perguntas sem emitir julgamento. Seu questionamento (v.3) nos faz pensar que era possível evitar que Satanás enchesse o coração e (v.4) evidencia que a doação não era uma orientação apostólica, mas partia de decisões espontâneas e deliberadas por parte dos doadores. Ananias e Safira podiam ficar com a propriedade ou com o dinheiro de sua venda. Não era um socialismo (comunismo) cristão. O programa de partilhar riquezas na igreja primitiva era puramente voluntário e não compulsório. Não havia cobrança para dar. Deus não queria o dinheiro a não ser que fosse uma expressão de amor. Dar para amenizar a consciência ou para aparentar espiritualidade, com outros interesses, era um insulto à Onisciência de Deus.

O ato de fazer perguntas é a grande atitude de interesse da liderança na saúde do casal e exige muita consistência na vida de quem as faz. Parece embaraçoso, mas exige um grande compromisso com Deus e com a comunidade, além de coragem. Ao fazer as perguntas, o coração de cada um à sua vez é flagrado. O pecado deliberado, maquinado e confirmado, sem mudança de arrependimento é imediatamente condenado por Deus e ambos morrem. Que dia maravilhoso quando os segredos do coração são revelados!

O resultado de tais perguntas, das respostas conscientes, e do julgamento imediato, é um grande temor no meio do povo (v. 5 e 11). Veio um grande temor porque não havia antes. O temor foi tão evidente que ninguém usou comentar o fato da morte do marido nas três horas seguidas. A esposa simplesmente não soube, pois houve um grande silêncio. Quem ousaria comentar tal julgamento? Os apedrejadores de plantão ficaram atônitos e quietos. Frases como “eu sabia”, “tá vendo?”, “sempre desconfiei” não foram pronunciadas, pois todos ficaram cientes de seus próprios pecados, de sua natureza fraca e vulnerável. O ocorrido poderia ser com qualquer um. O temor foi real e afastou falsos interessados (v.13) nas benesses da igreja. O cristianismo quando “cai na moda”, ou seja, atrai multidões, corre o risco de ser muito superficial; por isso o Espírito vem para depurar os que realmente são seus e o querem pra valer, entendendo que precisamos de santidade.

Mas a boa notícia é que esse tipo de hipocrisia ocorria somente naqueles dias (rsrs). Hoje estamos isentos, pois temos em nossas igrejas somente pessoas sinceras e verdadeiras, principalmente ocupando os púlpitos e cargos de liderança. Assim, não precisamos fazer perguntas embaraçosas. Mas se um dia você estiver em situação semelhante em sua liderança, lembre-se: faça perguntas!

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Título do artigo: Faça perguntas!
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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