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Como desenvolver uma boa equipe de liderança voluntária na igreja?


Publicado em 08.02.2006

Assisti, outro dia, a um jogo de futebol onde os participantes estavam vendados. Antes da partida, cada um dos dois líderes de equipe escolheu aqueles que pensavam ser os melhores dentro de suas estratégias de jogo. Porém, sem enxergar a bola, as traves ou mesmo o campo, artilheiro e o pior dos atletas pareciam iguais. Chutes no ar, trombadas e tombos foram inevitáveis. E o gol não saiu – o que não é de se espantar diante das condições de jogo.

Essa brincadeira entre meninos mostra como é importante definir primeiro a visão para só depois convocar a equipe. Sempre nessa ordem. Equipe de “cegos”, sem uma visão clara, objetiva e entusiasmante, enfrentará frustrações, quedas e sucumbirá. Mesmo que tenha talentos.Provavelmente, seu sonho, como líder, é ter uma equipe capaz e acima de tudo, apaixonada pela Obra e é claro, pelo próprio Deus. Uma equipe visionária e eficiente. Sei que às vezes isso parece utopia, mas não é. Jesus teve uma equipe aparentemente cheia de falhas – formada por pecadores tais quais nós somos – mas que foi amplamente vencedora. Eles tinham visão. Desta forma, para termos uma equipe tal qual a de Jesus, precisamos aprender com Ele, conhecer seus passos na seleção de seu time. Então vamos a eles.

1- Jesus identificou o perfil de seus comandados

“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.”

Quando vejo essa frase de Jesus, no Evangelho de Marcos 1:17, entendo que Ele buscava ajudadores que contivessem duas características: paixão e competência. Sim, era preciso amá-lo e ser apaixonado por Sua obra para segui-lo. E ser competente para alcançar a meta de tornar-se também um pescador de homens.

Pode ser que ao buscar isso entre suas ovelhas ou liderados, um pastor ou líder não encontre um que seja de modo tão perfeito. Isso porque há níveis diferentes de paixão e competência. Então, as perguntas fundamentais que devem ser feitas durante o processo de escolha da equipe são “onde está o teu coração?” e “qual a tua competência?”. Essa identificação é de extrema importância. Entendo por competência o conjunto de habilidades, unção, conhecimento e experiência de um candidato à equipe. Por outro lado, a paixão ou coração são o caráter, a intenção, o compromisso com aquilo a que se dispõe e os valores pessoais do mesmo.

Conheço pessoas, na igreja e fora dela, que atuam em áreas onde são muito competentes e dedicam-se a ela de maneira apaixonada e irrestrita. Mas confesso, são poucas. A grande maioria demonstra falhas em uma ou outra vertente.

Nas igrejas, em especial, há aqueles que são extremamente apaixonados por um ministério mas não demonstram muita ou nenhuma competência para atuar nele. Como exemplo, poderíamos citar um novo convertido que deseja atuar no Ministério de Ensino. Realmente ele pode ter muita vontade e amor pela obra, mas necessita de cuidados e supervisão constantes para não falhar em seus objetivos. Ele precisa ser preparado, treinado. Da mesma forma, há aqueles que se sentem plenamente realizados atuando no louvor, mas, basta ouvi-los cantar uma vez para saber que, na verdade, eles não têm vocação para o canto fora das quatro paredes do banheiro de suas casas. Em alguns casos, um pouco de técnica resolve. Em outros, não.

Por outro lado, há crentes entre nós extremamente competentes para ensinar ou cantar, mas que não têm nisso seu coração. Desta forma, o conhecimento é quase vão, a dedicação se torna obsoleta e os frutos do ministério, escassos. Você já viu ou viveu situações assim? O melhor aí é tentar atrair o coração dessa pessoa, mas sem autoritarismo. Essa atração precisa ser Obra do Espírito Santo, não de homens. Caso essa atração não ocorra, você, como líder, é o encarregado por planejar uma substituição. É preciso que cada um se encaixe de modo perfeito nos ministérios para não falhar. Nem sempre o conhecimento basta.

Por fim, há aqueles que atuam em áreas onde são incompetentes e não têm nela seu coração. Geralmente estão aí por determinação de alguém que “o empurra” – na melhor das intenções. Só que neste caso, só há uma saída: retire-o de lá com urgência. Não tenha medo de abrir lacunas. Ore e Deus irá prover seus instrumentos de trabalho.

Tenho observado que existe, entre boa parte dos líderes que conheço, uma grande dificuldade em dispensar pessoas da equipe, mesmo estando convencidos que deveriam fazer isso. Mas retardar decisões que nos são claras traz consigo um custo pessoal e organizacional invisível, mas real. Digo não somente para o líder, mas também para o liderado e para a organização, que se alguma área está deficiente, seja na competência ou na paixão, é preciso intervir.

Em suma, nesta etapa, então, temos que identificar o perfil necessário de cada função de nossa equipe, comparando com as características de cada participante ou candidato. A tomada de decisão de quem entra ou quem sai não é fácil, mas, quando feita com consciência, será melhor para todas as partes envolvidas. Quem está dentro tem que estar entusiasmado, capacitado, dando frutos e em constante desenvolvimento. Caso contrário, como já disse, talvez tenhamos que remanejar pessoas. Lembra-se de Paulo e Barnabé em relação a João Marcos (At 15.35-41)? Pense bem, respire fundo, e tome a decisão na sabedoria do Espírito Santo.

2- Jesus selecionou alguns

“Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a si e os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos.” (Lucas 6: 12,13).

Sinceramente, não vejo outra forma de alcançarmos um ministério bem sucedido se não pela busca incessante da direção do Pai. Mesmo Jesus, o filho de Deus, o próprio Deus, fez isso. Ele orou antes de formar sua equipe. Um princípio básico, simples e eficiente.

Note também que Ele dedicou-se pessoalmente no processo de escolha dos seus discípulos. Cabe ao líder, o detentor da visão, fazê-lo. E não aleatoriamente. Às vezes falhamos por excesso de sumarização. Jesus foi absolutamente pró-ativo nesta seleção. Conviveu com seus discípulos, caminhou com eles, conheceu seus anseios. Ele pode conhecê-los através de seus relacionamentos e da opinião de pessoas “velhas conhecidas” dos candidatos. Invista tempo conhecendo melhor – e não apenas superficialmente – aqueles que te rodeiam.

Um fato curioso é que muitos seguiam a Jesus e entre as alternativas que tinha à disposição, Ele optou por doze. Confesso que, antes, eu tinha uma visão diferente desse processo de seleção. Imaginava Jesus identificando um a um dos doze e ponto. Contudo, esta narrativa de Lucas mostra que existiam muitos discípulos e que dentre esses muitos, ele escolheu alguns. Isto aponta para alternativas e nos faz pensar que às vezes não enxergamos para além do fulano ou ciclano, mas devemos estar atentos sobre a quem Deus está derramando seus dons. Não que pessoas sejam simplesmente substituíveis, mas insubstituível, no Reino de Deus, ninguém é. Ele sempre levanta soldados. Não obstante, discernir os melhores entre um universo de candidatos não é tarefa fácil. Errar na formação da equipe pode provocar traumas, tanto nos liderados como também no líder. Pode ser uma experiência tão terrível e desgastante quanto rescindir o contrato de um funcionário.

Outro ponto que considero interessante na atitude de Jesus é que Ele escolheu justamente aqueles que tinham uma ocupação. Para alguns isso é polêmico, mas estou certo que é melhor liderar pessoas engajadas em um determinado trabalho – ou que pelo menos já o foram - do que desocupados. Pessoas trabalhadoras, com certeza, se encaixam melhor no perfil de uma equipe ideal, levando sempre em conta, é claro, que é preciso avaliar o contexto de cada situação. Um recém-formado de uma universidade pode estar desempregado por um motivo diferente daquele que não aceita ordens e está sempre deixando o cargo que lhe é confiado por total insubmissão. Aliás, olhe para o processo de chamamento de muitos profetas e sacerdotes e perceba esse padrão de Deus: todos estavam envolvidos em alguma atividade, estavam ocupados. Estar ocupado significa envolver-se naquilo que se propõe. Dedicar seu coração, sua alma, sua vida. Dessa forma, quando chamamos pessoas assim, será mais fácil convertê-las à visão e direção específicas para a nova função proposta.

3- Jesus capacitou os escolhidos

Não há como falar sobre o processo de escolha dos discípulos sem fazer alusão à frase “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Note porém, que, no Reino de Deus, capacitação é primordial. “Então, começou a ensinar seus discípulos ...” (Mc 8.31), narra Marcos falando sobre essa relação de ensino entre Jesus e sua equipe. O próprio Espírito Santo foi enviado com a tarefa de nos “ensinar todas as coisas” (João 14:26). Mas quando falamos de capacitação, mais uma responsabilidade nos é imposta. Será que estamos treinando bem nossos discípulos?

Capacitação é o ato intencional de fornecer os meios para proporcionar a aprendizagem. A aprendizagem, por sua vez, é uma mudança no comportamento humano. Alguém já disse que “saber e não fazer é não saber”, ou seja, quando a teoria não é praticada, de nada vale. Muitos conhecem o Evangelho, mas não praticam. Foram ensinados, mas não aprenderam.

Por conta disso, “treinar” um membro da equipe pode ser trabalhoso mas é fundamental para que o ministério não se perca. É interessante que quando a igreja tem membros bem treinados para a Obra, ela se desenvolve melhor, em todos os sentidos. E a recíproca é verdadeira. Igrejas maduras, bem desenvolvidas, valorizam a capacitação justamente porque ela vai ajudar na penetração, enraizamento e vivência da Palavra em cada um de seus membros.

Essa mudança de comportamento resultante da aprendizagem é decorrente dos novos conhecimentos, do desenvolvimento das habilidades, da lapidação das atitudes e da formação de conceitos daquele que foi capacitado, o que nos permite enxergar quatro fases no processo de treinamento de uma equipe.

A primeira é aquela fase de transmissão de informações, ou, apresentação do ministério para o qual ela se propõe. É a comunicação clara das responsabilidades da função, das políticas que norteiam seu desempenho, das metas e objetivos esperados e do que fazer em cada situação. Mas perceba que essa é só uma fase, a capacitação não acaba aí. É preciso também trabalhar as habilidades dos envolvidos, e é nessa segunda fase que a infra-estrutura de trabalho é definida. Depois, da mesma forma que foram trabalhadas as habilidades, é preciso trabalhar as atitudes do grupo. Aí entra o servir com o coração. Jesus, por exemplo, tinha habilidades e atitudes compatíveis com o reino de Deus. Não se pode dizer o mesmo de um diácono que está sempre pronto a ajudar na entrega de cestas básicas – usando suas habilidades – mas nunca pronto a sorrir. Jesus curava e também eliminava preconceitos. Expulsava demônios e perdoava. Contava histórias e amava.

Feito isso, chega-se à última fase da capacitação, onde os conceitos do serviço serão desenvolvidos – agora interligados com a visão do ministério, as habilidades de cada um e as atitudes do grupo. Enfim, capacitar alguém é mesmo um desafio. Mas o resultado final faz qualquer esforço valer à pena. Bob Briner, em seu livro “Métodos de administração de Jesus”, lança o desafio. “Seja como Jesus. Seja um professor. Seja um sucesso”.

4- Jesus deu o direcionamento

Para construir o Tabernáculo, conforme o Senhor ordenara, Moisés chamou todos os homens habilidosos que havia entre o povo. Artesãos, marceneiros, carpinteiros, pedreiros. Todos vieram e se dispuseram ao trabalho. Mas não poderiam faze-lo sem a orientação de Moisés. A visão do Santuário lhe tinha sido clara, e mesmo sem, talvez, possuir os mesmos dotes daqueles que agora se colocavam à sua frente para trabalhar, era Moisés o administrador da obra, portanto, era sua responsabilidade conduzir os trabalhadores.

Jesus também orientou como os setenta designados para sair evangelizando o mundo de sua época deveriam agir. Falou desde o que deveriam levar até como deveriam se comportar. A missão era clara e bem definida.

“Depois disto, o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir. E lhes fez a seguinte advertência ... ” Lc 10.1

Assim como Moisés e Jesus fizeram, cada um em seu tempo, como líder você precisa orientar sua equipe e conduzi-la à visão que Deus lhe dera. É sua função direcionar a obra: definir metas em cada etapa, o papel de cada um no processo e acompanhar todo o andamento da missão. Tanto Moisés como Jesus seguiram o padrão de enxergar o objetivo, implantar o trabalho em equipe, comunicar-se de maneira clara, dar instruções detalhadas, prever situações adversas para orientar procedimentos e encorajar os envolvidos pela significância da Missão. Sua meta deve ser agir como eles.

Cabe ainda ao líder não deixar que as coisas ocorram “ao acaso” em sua equipe. Princípios são inegociáveis mas alguns assuntos devem ser totalmente maleáveis, portanto cabe ao comandante da missão a decisão de prosseguir, mudar a rota ou parar. O conceito de laissez-faire - atitude que consiste em não intervir, manter-se neutro em determinada situação, ‘deixar acontecer’ – embora faça parte de nossa cultura, deve ser utilizado com muito cuidado na vida ministerial. Da mesma forma, o “improviso”, tão comum no comportamento latino, não pode ser rotina de uma boa equipe.

5- Jesus avaliou o trabalho

Conversando com um pastor, chegamos à conclusão que é muito bom quando batizamos um novo membro da igreja. Mas o momento de aprender muito é quando um membro decide sair de nossa comunidade. Em geral, isso ocorre porque em algum lugar do processo houve falha. Penso que o ideal seria uma conversa franca com aquele que afastou-se do rebanho, embora saiba que nem sempre isso é possível.

O feedback, ou a reação dos envolvidos no processo – locutores, interlocutores e receptadores – é fundamental para o sucesso. Sem avaliar os resultados de cada etapa, corre-se o risco de desperdiçar informações importantes que poderiam encaminhar o trabalho para um ou outro lado, evitando os mesmos erros.

Em pelo menos duas ocasiões, Jesus reagiu ao comportamento dos discípulos e deixou claro uma opinião sobre os fatos.

“Roguei a teus discípulos que o expelissem, mas eles não puderam. Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei? Traze o teu filho.” Lucas 9: 40, 41

“Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!... Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai... E, voltando-se para os seus discípulos, disse-lhes particularmente: Bem-aventurados os olhos que vêem as coisas que vós vedes.” Lc 10:17, 24

Observe que esses dois momentos entre Jesus e sua equipe relacionaram-se ao mesmo assunto: expulsão de demônios. No primeiro momento, Ele os repreendeu por não terem conseguido expulsar. No segundo eles se surpreenderam pelo fato de os demônios se submeterem. Um dos objetivos de avaliar a equipe é descobrir onde é preciso concentrar nossos ensinamentos. Jesus fez isso e parece que os discípulos aprenderam a lição.

A avaliação é um meio, não um fim. Ela deve ser relativa ao objetivo desejado, mas observa também as habilidades, as atitudes e os conceitos em evidência no grupo. Avaliar, no processo de formação da equipe, é essencial tanto para reforçar o que vem sendo positivo como para punir o que é negativo, resultando num plano de ajustes. Perceba que Jesus soube trabalhar com isso em dois momentos diferentes mas seqüenciais – em um reprovou mas no outro aprovou o comportamento da equipe - o que evidencia sua capacidade, como líder, de olhar para as qualidades e defeitos dos discípulos com a mesma intensidade, sem fechar os olhos para um ou outro.

Por fim, lembre-se que os resultados da avaliação poderão promover um ambiente de cooperação ou comodismo no grupo, bem como, um clima de competição ou compromisso entre os envolvidos. O fato do líder ser mais ou menos assertivo servirá de instrumento para tal.

6- Jesus incentivou sua equipe

“E disse Pedro: Eis que nós deixamos nossa casa e te seguimos. Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por causa do reino de Deus, que não receba, no presente, muitas vezes mais e, no mundo por vir, a vida eterna.” Lc 18.29-30

“Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. Mas Jesus lhe disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve.” Lc 22.24-27

Não há quem não goste de um incentivo quando num desafio. Mas nem sempre incentivar significa fazer festa diante de algumas atitudes. Jesus prometeu aos discípulos coisas tremendas no presente e na eternidade, mas também enfatizou o coração de servo que todos devem ter.

Na caminhada cristã, descobri que o maior incentivo de quem serve é agradar o Senhor. Não há alegria maior para um servo do que sentir que Deus está feliz com suas atitudes e seu trabalho. Bem por isso, creio que o maior incentivo de quem serve é que se permita que ele sirva mais. Cabe então ao líder, ao seu senhor, oferecer-lhe instrumentos de trabalho e novos desafios.

Existem muitas maneiras de incentivarmos nossas equipes, para além dos aspecto monetários. Segundo Abraham Maslow, as pessoas tem cinco níveis diferentes de necessidades. Ele chamou isso de hierarquia das necessidades. O primeiro nível é o das necessidades fisiológicas. Aqui estão incluídas a saúde física, alimentação, moradia e outras similares. O segundo degrau da hierarquia é o das necessidades de segurança. Em termos pessoais, busca-se a proteção da integridade física e emocional, segurança no trabalho e nos projetos que se envolve em termos gerais. O próximo passo a preencher é aquele das necessidades sociais: aceitar e ser aceito, pertencer a um grupo, ter uma identidade coletiva, seja de uma nação, credo religioso, clube social ou time de futebol. Na caminhada natural, segundo Maslow a próxima estação é preencher as necessidades de estima. Nesta etapa, o indivíduo busca relacionar-se afetivamente com as pessoas de seu ambiente, amar e ser amado, perdoar e ser perdoado, ouvir e ser ouvido. Finalmente, o topo da vida encontra-se nas necessidades de realização. Neste ponto, aqueles que aqui chegam, como Jesus, o clímax seria cumprir uma missão que envolve o serviço a outros.

Então, incentivar a equipe, de maneira geral, é estar atento à satisfação de todas essas diferentes necessidades das pessoas. De maneira alguma uma organização ou agrupamento deve sequer pretender suprir todas as necessidades de alguém, mas devemos ser sensíveis a qual estágio cada um se encontra e fazer nosso melhor para ajudar cada qual em seu momento de vida.

Perguntas para reflexão:

1. Da equipe que faço parte, ou lidero, quem são as pessoas que realmente têm compromisso e competência?
2. Qual pessoa gostaria que estivesse na equipe, mas, por razões diversas, não está? Por quê?
3. O que deve ser feito efetivamente para capacitar melhor todos os participantes de minha equipe?

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Título do artigo: Como desenvolver uma boa equipe de liderança voluntária na igreja?
Autor: Rodolfo Garcia Montosa

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