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A comunicação interna para o desenvolvimento da igreja


Publicado em 14.06.2006

Toda igreja deve estar sintonizada com o mundo a sua volta e o membro deve estar sintonizado com sua igreja. Isso significa que os cristãos devem estar sintonizados com o mundo. Essa afirmação pode parecer óbvia para muitos, mas certamente não se vê essa prática de maneira tão óbvia assim.

A comunicação é a principal ferramenta de informação para manter as partes sintonizadas. Para se sentir parte integrante de um processo - sintonizado com os elementos participantes - é necessário ter informações e, em uma igreja, é preciso fazer circular as informações.

Nos artigos anteriores já se discutiu o desenvolvimento de um planejamento integrado de comunicação e a necessidade de ser um plano estratégico antes de iniciar o trabalho de comunicação na igreja. Para saber o que está acontecendo e para onde está indo sua igreja, antes de mais nada é necessário ter um plano mestre.

O que talvez não se tenha discutido, ou abordado apenas de maneira superficial, é a necessidade de entender que tudo em comunicação deve ter ênfase no público interno de uma organização - a equipe de funcionários. A comunicação interna é sempre o ponto de partida em qualquer planejamento integrado de comunicação, e em uma igreja não pode ser diferente. É a partir dos funcionários de uma igreja que se irá dar início as verdadeiras mudanças na área de comunicação. Somente depois dessa tarefa é que se pode pensar em comunicação com os membros e, posteriormente, com a comunidade que se deseja atingir.

O ambiente interno - alguns preferem chamar de escritório - de uma igreja deve ser tão produtivo e harmônico quanto em qualquer outra organização e para se ter produtividade é necessário ter relacionamentos saudáveis entre os funcionários. Essa qualidade afeta diretamente o ambiente e a produtividade da equipe, pois confiança, credibilidade, responsabilidade e espírito de colaboração entre os colegas devem ser a tônica de uma equipe afinada e coesa.

Normalmente as igrejas têm vários veículos informativos para se comunicar com os seus membros. Alguns instrumentos mais eficientes, outros menos, mas todas têm. Algumas se concentram nos avisos de púlpito, outras mais cibernéticas colocam tudo no site da igreja. Para manter o membro da igreja bem informado lança-se mão do boletim semanal, faixas, cartazes, jornal, anúncios, malas-direta, folders etc. Todos esses meios, isolados ou coordenados, atingem e informam os membros da sua congregação. E os funcionários da igreja foram informados?Não se pode pensar em comunicação efetiva sem antes informar e atender as necessidades da equipe interna. Não se trata apenas de aconselhamento pastoral - que por sinal muitas igrejas não fazem - mas sim das atividades profissionais de relacionamento dos funcionários, do mais baixo ao mais alto nível na hierarquia.

A comunicação interna existe de duas maneiras distintas: a formal e a informal. Ambas acontecem e se desenvolvem de formas variadas, em situações diferentes e necessitam ser interpretadas e tratadas com projetos específicos. As comunicações orais e as comunicações impressas, por exemplo, são desenvolvidas tanto de maneira formal quanto informal. O problema é quando o responsável pela comunicação desconhece que a informal existe e muitas vezes é ela que "fala mais alto" dentro de determinadas igrejas.

A comunicação formal é aquela que os responsáveis pela administração da igreja entendem como oficial, constituída para determinado objetivo. Normalmente ela é descendente - que parte de níveis hierárquicos superiores para os inferiores - e quase sempre escrita. O problema é que a comunicação informal, por razões que o próprio nome apresenta e não por ser tão visível quanto à outra, nem sempre é considerada ou colocada nos planos de quem tem algo a informar.

A rede informal de comunicação é constituída por uma diversidade de canais de comunicação que nela circulam as percepções, expectativas, alegrias, frustrações, boatos e também a comunicação formal. Por ser espontânea, é por onde circulam todos os verdadeiros sentimentos de uma equipe interna. Daí a necessidade de conhecer e utilizar essa comunicação espontânea.

Muitas vezes, a equipe de funcionários de uma igreja procura nas suas lideranças informais respostas que não receberam de seus superiores de maneira formal. É aí que reside o problema. Desconhecer a existência das lideranças e dos canais informais internos leva todo trabalho sério de comunicação a resultados parciais e às vezes inadequados. A idéia não é acabar com os canais informais (o que é impossível), mas fazê-los trabalhar a favor dos objetivos comunicacionais. Nas igrejas, como nas organizações em geral, quanto menos informação há, mais boato e mais informalidade nas comunicações haverá, pois a necessidade de informação é inerente ao ser humano e ele irá encontrá-la onde quer que esteja.

Portanto, expanda ao máximo os canais de comunicação formal, oferecendo aos funcionários o que eles desejam e se sintam bem ao receber. Reuniões periódicas, intranet, quadros de avisos, murais, veículos por onde passam comunicações operacionais e normativas, avisos, anúncios etc. são alguns exemplos de como podem ser amplas as opções de comunicação formal em um ambiente interno.

Nas grandes corporações, existem métodos científicos para diagnosticar o clima organizacional e grande parte das questões trata dos canais de comunicação. Em uma igreja, normalmente com poucos funcionários, certamente é mais fácil perceber "o ambiente interno" e a necessidade de canais formais de comunicação que permitam o relacionamento entre a equipe.

Lazer e entretenimento também é comunicação. As atividades associativas dos funcionários, sua diversão e as horas de folga também devem ser consideradas em um plano de comunicação interno. O lazer aumenta a confiança e o espírito de equipe, pois sedimenta a amizade, a solidariedade, a união e o companheirismo. Utilize e formalize essas oportunidades para melhorar a comunicação e o relacionamento interno.

As reuniões são consideradas um dos principais canais de comunicação nas organizações. São instrumentos para informar e fundamentar os princípios da gestão da igreja. As reuniões proporcionam troca de idéias, experiências, e pontos de vista que norteiam tarefas e as atividades em equipe. Mas muito cuidado para não transformar as reuniões em perda de tempo e algo pesado e cansativo que todos os funcionários querem se livrar.

Na comunicação organizacional, o ser humano - principalmente em uma igreja - deve sempre ser o foco de todas as atenções. Com relação à equipe interna não pode ser diferente. A espontaneidade, o espírito cristão de equipe, o comprometimento, coleguismo e solidariedade devem fazer parte da cultura interna em uma igreja. Só assim haverá um verdadeiro relacionamento cristão entre os funcionários, que auxilia no desenvolvimento pessoal da equipe e na missão integral da igreja como um todo.

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Título do artigo: A comunicação interna para o desenvolvimento da igreja
Autor: Renato Rodrigues Martins

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