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Secretariado executivo e a Igreja


Publicado em 28.05.2012

Muito se fala sobre a profissão de secretário executivo, porém pouco sobre sua história e desenvolvimento. Assim como todas as demais profissões hoje este profissional tem uma graduação específica ofertada em muitas Universidades e Faculdades no Brasil.

A dificuldade está em desmistificar a função que por anos confundiu-se com recepcionista ou telefonista, que nada tem a ver com o real papel do secretário. Nossa cultura por fatores históricos apresentou sempre esta posição na organização como função, quando na verdade desde 1969 foi criado o primeiro curso de Secretariado Executivo na Universidade Federal da Bahia, e desde então podemos dizer que não se trata de uma função e sim, profissão.

Os escribas: secretários

A profissão de secretário vem desde a história antiga com os escribas, homens que exerciam a função de escrivão e dominavam muito bem a escrita, pois redigiam todas as normas de uma região ou religião, além disso, podiam exercer a função de copista, arquivista e contador. Nas civilizações antigas os prisioneiros de guerras ficavam a serviço dos seus senhores, entre este grupo de escravos estavam os eruditos, filósofos, professores e escritores, é a partir daí que originou-se os secretários, que trabalhavam para auxiliar os seus senhores dando suporte na administração dos povos.

Até o início do século XX a função de secretário era exercida apenas por homens, as mulheres só ocupavam cargos restritos e na sua maioria, os que diziam respeito à limpeza e trabalhos manuais que exigiam maior minuciosidade em sua execuçã. Com as duas grandes guerras mundiais os homens são obrigados a sair das fábricas e empresas para guerrear por seu país, diante da necessidade de dar continuidade ao trabalho industrial e a falta de mão de obra masculina as mulheres tomam à frente ocupando os cargos que então eram restritos aos homens, dentre eles, o de secretário.

Assim como o mercado industrial cresceu não podemos também negar que junto com este crescimento as igrejas também cresceram, sejam elas protestantes ou católicas. Por diversas vezes vejo as pessoas assustadas com o empreendimento eclesiástico, pois a maioria das igrejas tem secretarias, setor financeiro, manutenção e limpeza, entre outros. Podemos dizer que são pequenas ou médias organizações que necessitam pagar os seus funcionários e registrá-los de acordo com a lei, obviamente a necessidade de funcionários está relacionado com a demanda da igreja.

Os secretários das Igrejas 

Algumas pessoas me perguntam se realmente é necessária toda esta estrutura numa igreja, e tenho a seguinte resposta: "Assim como gostamos de ter trabalhos eficientes e bom tratamento em qualquer instituição que lidamos, porque não teríamos isso na igreja?"

Os secretários das Igrejas recebem e lidam com pessoas de todos os tipos, mas lidam principalmente com o emocional destas. Há muito se sabe que as igrejas são verdadeiros hospitais de almas, é sua função tratar das pessoas que buscam esta ajuda, ter profissionais competentes e treinados para lidar com este público. Profissionais que há muito tempo deixaram de ser voluntários pois percebeu-se que é preciso ter pessoal preparado tecnicamente para atender este público.

O secretário numa igreja não está lá para ocupar o lugar do pastor, este profissional segue as orientações conforme visão e propósito da igreja, a função está relacionada principalmente com a questão ética, onde deve tratar com naturalidade qualquer caso que chegue até ele ou qualquer problema pessoal dos membros. O principal objetivo deste profissional é fazer com que aqueles que procuram a igreja se sintam bem, porque a sua ação é organizar e fazer o atendimento. As questões espirituais e demais orientações deve-se ao pastor.

O secretário, além disso, analisa as questões físicas da igreja e toda logística que é necessária para atingir este público, é treinado em sua formação para isso, observar a organização, compreender sua cultura e trabalhar para o seu crescimento. Este é o objetivo geral de todo secretário.

Necessidade de treinamento

É fato que infelizmente não temos um modelo de treinamento para os profissionais das igrejas, talvez pudéssemos pensar sobre isso posteriormente, afinal, se temos a exigência de bons atendimentos e profissionais treinados em todos os seguimentos seculares por que não pensar nisso para as igrejas? O intuito será sempre a glorificação e expansão do Reino, por isso é tão importante e necessário ter uma formação específica, um coração voltado e entendido sobre o evangelho e o amor pelo o que exerce.

Profissionalizar funcionários de uma igreja não é de maneira nenhuma institucionalizar Deus, mas sim, oferecer o que podemos ter de melhor para tratar a alma e o espírito das pessoas, que buscam na igreja o socorro e o alento das dificuldades não tratadas pelo mundo.

Reprodução autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e a fonte como: http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com.

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Site: www.institutojetro.com
Título do artigo: Secretariado executivo e a Igreja
Autor: Rafaela Bonezzi Junqueira Scicchitano

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