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O que fazer com os talentos?


Publicado em 23.08.2016
Você sabe assobiar, cantar e chupar cana ao mesmo tempo?

Provavelmente não. Mas então por que exigem que os empreendedores tenham tantas competências, que vão desde administração até desenvolvimento de sistemas, quando na verdade o que mais precisam fazer é deixar brotar aquela semente que insiste em virar árvore?

Antes que me critiquem, administração, contabilidade, recursos humanos, desenvolvimento de sistemas entre outras atividades inerentes à uma boa gestão, são extremamente importantes. Entretanto, depois de participar de alguns workshops e eventos, sobretudo voltados às startups, é notória a cobrança de que os empreendedores dominem todas as áreas de uma empresa. E quando o modelo de negócios não está definido então?

Ora, se analisarmos bem a história de grandes empreendedores, talvez agora fique claro o motivo pelo qual deixaram a academia para se dedicarem aos seus negócios, ou melhor, aos seus sonhos. Exemplos? Mark Zuckerberg, Bill Gates, Steve Jobs, entre tantos outros. Concluir um curso universitário é sim muito importante, mas de alguma forma e a tempo, estes empreendedores conseguiram perceber que se continuassem a se dedicar aos estudos, na forma tradicional, a chama que ardia dentro deles poderia apagar.

Toda criança possui um talento. Tome como exemplo uma criança que tem muita facilidade com matemática, mas não se dá bem com gramática. O mais comum é os pais, por influência dos professores, investirem em cursos de reforço para que a criança se desenvolva na matéria que não tem tanta habilidade, ignorando aquela para a qual ela tem desenvoltura. Infelizmente, muitos tendem a não valorizar aquilo que fazem com facilidade, achando que por ser fácil para eles, é fácil para os outros também. Absolutamente! O que é fácil para um, pode ser extremamente difícil para outros.

O resultado, na maioria das vezes, é que por conta do investimento de tempo e dinheiro para se desenvolver em uma habilidade que para qual não há interesse, muitas pessoas se veem obrigadas a trabalhar naquilo que não gostam, para recuperar o investimento (ou seria despesa?). É o que chamamos em administração de Escalada do Comprometimento, que consiste em uma "condição psicológica em que mesmo quando evidências objetivas sugerem que continuar com certo investimento é imprudente, a pessoa decide continuar investindo esforços, tempo e/ou dinheiro no mesmo empreendimento".

Voltando aos exemplos dos empreendedores supracitados, no livro Outliers - Fora de Série, são apresentados diversos exemplos em que mostram o quanto eram obstinados, ao ponto de passar horas em frente a um computador, muitas vezes passando noites acordadas. No filme "A rede Social", diversas cenas apresentam nerds trabalhando incansavelmente na construção da plataforma que é hoje a maior rede social do mundo. É impossível tamanho envolvimento e comprometimento sem paixão pelo que se faz. O sucesso destes empreendedores se deve ao fato de terem desenvolvido e investido nos seus talentos. Talvez por este motivo é possível contar nos dedos de uma mão as pessoas que causaram grandes transformações.

Mas, o que é talento?
Talento é uma "inclinação natural de uma pessoa a realizar determinada atividade. O talento facilita o sucesso nesta atividade". É mister uma mudança no sistema de educação tradicional, seja ela secular ou no grupo familiar, para que as crianças possam aperfeiçoar os seus talentos e não se sintam constrangidas em reconhecer que não possuem habilidades para certas tarefas.

O Apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, no capítulo 12, discorrendo sobre os dons espirituais, advertiu que os irmãos não fossem ignorantes, porque assim como o corpo não é um só membro, mas muitos, tampouco o pé pode menosprezar a mão e vice-versa. Inclusive ressalta que "Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários". 1 Coríntios 12:22

Portanto, não enterre o seu talento. Obviamente que arregaçar as mangas e seguir adiante, a despeito das críticas não é fácil. Porém, pior do que isto, é viver o sonho dos outros, sabendo que tínhamos capacidade para viver o nosso, quiçá ir além.

Não poderia terminar sem antes recomendar a leitura de um livro bem bacana que trata, entre outras coisas, sobre talentos, citando como exemplo o caso da Top Model Gisele Bündchen. Sabia que ela tem uma irmã gêmea que atua na área de relações públicas? Mas o que levou uma a ser considerada uma das mulheres mais belas, ricas e influentes do mundo, enquanto a outra optou por uma carreira mais "modesta"? Leia "O óbvio que ignoramos" de Jacob Petry.

E aí? O que mais lhe dava prazer na infância e que você teve que deixar de lado para "aprender" algo diferente, independente do motivo? 

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Título do artigo: O que fazer com os talentos?
Autor: Ismael Pereira dos Santos

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